Conheça-te a ti mesmo...
“Quem sou eu? O que quero?” São perguntas básicas para o autoconhecimento, mas nem todos conseguem chegar uma resposta que corresponda a sua essência sendo que de fato não são perguntas simples, pois responde-las é uma maneira de tentar definir a complexidade de um se
r em palavras, a personalidade moldada pelos traços recebidos geneticamente, criação e educação, convívio com a comunidade, cultura, são inúmeras coisas que afetam cada indivíduo na construção de sua identidade, então como tornar-se consciente da sua verdadeira essência e aceita-la?
Por muito tempo foi adotado um pensamento “otimista” disfarçado de uma visão serena da vida onde todos, não importando os problemas, devem colocar um sorriso no rosto e ver o lado positivo das coisas e até parece à primeira vista uma boa maneira de pensar, porém criou-se o costume de usar essa linha de pensamento como um modo de não ter que refletir muito sobre aquilo que lhe é desagradável e se manter na zona de conforto. Isso acabou gerando pessoas que acabam se munindo do senso comum e se guiam pela vida tentando sentir e agir por aquilo que seria aceito, se limitam a cavar fundo suas emoções e sentimentos se conformando com respostas rudimentares ou simplesmente fugindo do desconforto interno que lhe parece inconveniente, mas por mais que fique ausente durante um determinado período, uma hora ou outra ele volta.
Então para entender aquele que se é, deve-se deixar de lado a visão do senso comum, claro que não se pode eliminar como um todo a perspectiva de quem se deve ser como alguém integrante da sociedade em que se vive, contudo lembrar que é apenas uma parcela, uma ideologia que une um grupo em prol da “ordem e progresso”, apesar de haver algumas contradições. Quando conseguir se livrar dessas amarras poderá caminhar mais fundo naquele quem realmente é, contudo tal proeza não é algo fácil de se fazer pois cada um está constantemente sendo afetado pelo exterior e suas pressões a sua maneira e por isso alguns acabam levando muito tempo até entenderem e aceitarem efetivamente o seu verdadeiro “eu”, alguns nem chegam a fazê-lo vivendo suas vidas sem muita consciência sobre si. Autoconhecimento é uma busca sem fim e de tempos em tempos todos devem se autoconhecer pela versão que se encontram em dado momento, mas se deseja alcançar aquela que é deveras desejada, a felicidade, autoconhecimento é algo vital.

A ciclicidade da vida é algo maravilhoso, entender nossas idas e vindas, num primeiro momento é doloroso, mas quando entendemos que estamos nessa jornada do autoconhecimento, esses ciclos voltam a fazer sentido. Se apropriar de si mesmo é um desafio, mas também algo impossível de se largar depois que se dá os primeiros passos.
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